quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Maragaret Mee - Na Pinacoteca do Estado de São Paulo


Na Pinacoteca do Estado

Margaret Mee – 100 anos de vida e obra


Exposição com cerca de 100 obras de Margaret Mee, uma das mais importantes artistas e ilustradoras botânicas do século XX, que traduziu o deslumbramento pelas flores brasileiras em requintadas aquarelas.
De 25 de janeiro a 15 de março de 2009

Na exposição há um vídeo sobre as expedições de Mee na amazônia mostrando seu contato direto com flora brasileira, suas aquarelas são fabulosas.
Entre todas as maravilhas desenhadas por Mee, a flor que mais me fascinou foi a flor da lua o Selenicereus grandiflorus (ou wittii) é um tipo de cactus que só floresce à noite. Suas flores são enormes, lindas e perfumadas, e duram somente uma noite, daí um de seus nomes populares. Mas também é conhecida como Cactus Noturno, Rainha da Noite, Flor da Noite.


Uma exposição imperdível tanto para os amantes das flores como para os que gostam de aquarelas.

False Bombax
Pseudobombax grandiflorum (Cav.) A. Robyns



Uma helicônia desenhada por Mee(Foto: Divulgação/Fundação Margaret Mee)

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Você

"Ninguém é igual a ninguém, cada ser humano e um estranho impar" Carlos Drummond

domingo, 16 de novembro de 2008

A desmetodização do ensino da leitura e escrita

O desenvolvimento da leitura e da escrita sempre esteve relacionada com a história dos métodos, “Em nosso país, a história da alfabetização tem sua face mais visível na história dos métodos de alfabetização” (Mortatti, 2006)
Desde a proclamação da república no Brasil, a educação é vista como umas das utopias de transformação social, a falta de alfabetizados era visto como responsável pelo baixo nível de desenvolvimento perante aos outros países que eram considerados desenvolvidos pela viés das políticas republicanas.

"A escola, por sua vez, consolidou-se como lugar necessariamente institucionalizado para o preparo das novas gerações, com vistas a atender aos ideais do Estado republicano, pautado pela necessidade de instauração de uma nova ordem política e social; e a universalização da escola assumiu importante papel como instrumento de modernização e progresso do Estado-Nação, como principal propulsora do “esclarecimento das massas iletradas." (Mortatti, 2006, p.21)

A importância da leitura e da escrita sempre esteve restrita as classes sociais mais privilegiadas, com o advento republicano e a instituição do Estado Moderno e com o surgimento da Industrialização, viu-se a necessidade de inserir a leitura e escrita para aquele que seria o novo trabalhador. A leitura e escrita que antes ocorria de modo rudimentar em âmbito do lar de maneira assistemática e de maneira informal nas escolas régias, passa-se a ser um instrumento institucional, sistemático e intencional, necessitando assim de um profissional especializado para que pudesse reproduzir os conhecimentos aprendidos.

"Desse ponto de vista, os processos de ensinar e de aprender a leitura e a escrita na fase inicial de escolarização de crianças se apresentam como um momento de passagem para um mundo novo — para o Estado e para o cidadão —: o mundo público da cultura letrada, que instaura novas formas de relação dos sujeitos entre si, com a natureza, com a história e com o próprio Estado; um mundo novo que instaura, enfim, novos modos e conteúdos de pensar, sentir, querer e agir." (Mortatti, 2006, p.19)
Principalmente nas ultimas décadas, esse pensamento vem sendo questionado, em já clara evidência que as promessas não foram alcançadas, vistas ao longo da história essa culpa de não termos alcançados os objetivos traçados pela escola para o cidadão na era Moderna tem procurado ora culpar o método, ora o professor, ora o aluno, ora as políticas educacionais, e hoje a família tem sido o alvo principal de algumas correntes, sempre buscando um culpado pelos fracassos escolares na tarefa de ler e escrever.

"Decorridos mais de cem anos desde a implantação, em nosso país, do modelo republicano de escola, podemos observar que, desde essa época, o que hoje denominamos "fracasso escolar na alfabetização" se vem impondo como problema estratégico a demandar soluções urgentes e vem mobilizando administradores públicos, legisladores do ensino,intelectuais de diferentes áreas de conhecimento, educadores e professores." (Mortatti, 2006, p.22)

A história dos métodos se converge com a sistematização de ler escrever, acreditando assim que um método eficaz resolveria assim o problema da dificuldade da leitura e escrita, toda vez que um novo método era implantado, surgia como uma solução eficaz para a solução da dificuldade que atingia as crianças, esse método novo, intitulava o antigo como o tradicional.

"A partir das duas últimas décadas, a questão dos métodos passou a ser considerada tradicional, e os antigos e persistentes problemas da alfabetização vêm sendo pensados e praticados predominantemente, no âmbito das políticas públicas, a partir de outros pontos de vista, em especial a compreensão do processo de aprendizagem da criança alfabetizanda, de acordo com a psicogênese da língua escrita." (Mortatti, 2006, p.32)

Desde então, temos visto uma forte pressão política tanto interna, programas sociais e governo federal, como externas no caso do FMI para a erradicação do analfabetismo e juntamente com políticas que se intensificam no empenho a alfabetização, trazendo ainda a concepção que essa é à solução dos problemas brasileiros. Com a implantação de métodos que se convergem em hora como método novo que vem para desbancar os antigos e classificados como “tradicionais”, até os dias de hoje com desmetodização.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Um não e muitos sins

No livro de Paul Kingsnorth "Um não, e muitos sins" traz relatos do mundo todo, onde grupos buscam um mundo mais justo, na luta contra a economia de mercado, que cada vez mais devasta os paises periféricos, destruindo sua cultura e suas mentes.

"seja sua própria mídia, Escreva suas próprias notícias. Defina seu próprio espaço, tanto público quanto cultural. Conte sua própria história para que ela não seja contada a você; embrulhada e vendida num shoopping global no qual tudo, do tênis à democracia e às histórias que sua avó lhe contou são produtos que trazem uma etiqueta com o preço marcado"

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Karl Marx

"O capital é trabalho morto, que apenas se reanima, à maneira dos vampiros, sugando trabalho vivo e que vive tanto mais quanto mais trabalho vivo suga". ===
13/10/2008 - 20h24
Mercados vivem dia de euforia com pacotes bilionários

sábado, 11 de outubro de 2008

Repúdio a Revista Veja

Na edição de 20 de agosto a revista Veja publicou a reportagem "O que estão ensinando a ele?".

Nós professores não podemos deixar de repudiar juntamente com Ana Maria Freire, diante da reportagem ofenciva a todos os profesores, chegar ao ponto de contestar questões que já estão mais que óbvias devido a situção de miserabilidade que o mundo caminha tendo com causa a economia de mercado fundada em pensamentos neoliberais. Até quando iremos viver com uma imprensa que defende ideáis arcaicos e ultrapassados, e ainda tem a coragem de afirmar que os professores são "da era tempos do tiburis"? já não esta mais que claro que o consumo exagerado esta levando a devastação do planeta e dos países periféricos?
Será que as duas "reporteres" já pelo menos leram a "Pedagogia do Oprimido", porque elas são personagens anônimas quando ele diz "A contradição opressores-oprimidos. Sua superação".
Isso só prova que a credibilidade da revista esta acabada , para não dizer uma imprensa falida que nasceu do apoio da ditadura e persiste falando as massas desavisadas. Merecendo o jargão universitário muito popular "Leu na VEJA azar seu

Carta de repúdio de Ana Freire:

"Como educadora, historiadora, ex-professora da PUC e da Cátedra Paulo Freire e viúva do maior educador brasileiro PAULO FREIRE — e um dos maiores de toda a história da humanidade –, quero registrar minha mais profunda indignação e repúdio ao tipo de jornalismo, que, a cada semana a revista VEJA oferece às pessoas ingênuas ou mal intencionadas de nosso país. Não a leio por princípio, mas ouço comentários sobre sua postura danosa através do jornalismo crítico. Não proclama sua opção em favor dos poderosos e endinheirados da direita, mas ,camufladamente, age em nome do reacionarismo desta. Esta vem sendo a constante desta revista desde longa data: enodoar pessoas as quais todos nós brasileiros deveríamos nos orgulhar. Paulo, que dedicou seus 75 anos de vida lutando por um Brasil melhor, mais bonito e mais justo, não é o único alvo deles. Nem esta é a primeira vez que o atacam. Quando da morte de meu marido, em 1997, o obituário da revista em questão não lamentou a sua morte, como fizeram todos os outros órgãos da imprensa escrita, falada e televisiva do mundo, apenas reproduziu parte de críticas anteriores a ele feitas.


A matéria publicada no n. 2074, de 20/08/08, conta, lamentavelmente com o apoio do filósofo Roberto Romano que escreve sobre ética, certamente em favor da ética do mercado, contra a ética da vida criada por Paulo. Esta não é, aliás, sua primeira investida sobre alguém que é conhecido no mundo por sua conduta ética verdadeiramente humanista. Inadmissivelmente, a matéria é elaborada por duas mulheres, que, certamente para se sentirem e serem parceiras do filósofo" e aceitas pelos neoliberais desvirtuam o papel do feminino na sociedade brasileira atual. Com linguagem grosseira, rasteira e irresponsável, elas se filiam à mesma linha de opção política do primeiro, falam em favor da ética do mercado, que tem como premissa miserabilizar os mais pobres e os mais fracos do mundo, embora para desgosto deles, estamos conseguindo, no Brasil, superar esse sonho macabro reacionário. Superação realizada não só pela política federal de extinção da pobreza, mas , sobretudo pelo trabalho de meu marido - na qual esta política de distribuição da renda se baseou - que demonstrou ao mundo que todos e todas somos sujeitos da história e não apenas objeto dela. Nas 12 páginas, nas quais proliferam um civismo às avessas e a má apreensão da realidade, os participantes e as autoras da matéria dão continuidade às práticas autoritárias, fascistas, retrógradas da cata às bruxas dos anos 50 e da ótica de subversão encontrada em todo ato humanista no nefasto período da Ditadura Militar. Para satisfazer parte da elite inescrupulosa e de uma classe média brasileira medíocre que tem a Veja como seu "Norte" e "Bíblia", esta matéria revela quase tão somente temerem as idéias de um homem humilde, que conheceu a fome dos nordestinos, e que na sua altivez e dignidade restaurou a esperança no Brasil. Apavorada com o que Paulo plantou, com sacrifício e inteligência, a Veja quer torná-lo insignificante e os e as que a fazem vendendo a sua força de trabalho, pensam que podem a qualquer custo, eliminar do espaço escolar o que há de mais importante na educação das crianças, jovens e adultos: o pensar e a formação da cidadania de todas as pessoas de nosso país, independentemente de sua classe social, etnia, gênero, idade ou religião. Querendo diminuí-lo e ofendê-lo, contraditoriamente a revista Veja nos dá o direito de concluir que os pais, alunos e educadores escutaram a voz de Paulo, a validando e praticando. Portanto, a sociedade brasileira está no caminho certo para a construção da autêntica democracia. Querendo diminuí-lo e ofendê-lo, contraditoriamente a revista Veja nos dá o direito de proclamar que Paulo Freire Vive!


São Paulo, 11 de setembro de 2008″.

Ana Maria Araújo Freire
e de todos nos brasileiros conscientes de seu papel da sociedade e cansados dos neoliberais desse pais.
Paulo Freire Vive!!
"Ninguém liberta ninguém, ninguém se liberta sozinho: os homens se libertam em comunhão"